Arigó diante da ciência

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Do livro Cirurgias Espirituais de José Arigó

Nenhum cientista ou pesquisador brasileiro mostrou algum interesse de estudo mais profundo acerca do caso Arigó. Alguns se limitaram a análises superficiais e o Instituto Paulista de Parapsicologia, que seria o mais indicado para estudar, se posicionar e levar a fundo o interesse de pesquisa, alegou não obter recursos financeiros para desenvolver tal tarefa.

Enquanto isso se passava aqui no Brasil, cientistas e pesquisadores de vários países manifestavam o maior interesse sobre o caso e esquadrinhavam razões e explicações para entender a origem daqueles fenômenos. Vinham imbuídos de um só objetivo: estudar Arigó e obter conhecimentos acerca daquela fenomenologia.

Esteve em Congonhas uma equipe de quinze pessoas que faziam parte da televisão de Tóquio Nipon Television Net-Work Corporation, juntos com o professor e escritor Toshyia Nakaoka, de Chiba, que fora duas vezes operado por Arigó. Eles fizeram uma grande reportagem acerca do que presenciaram e, mais tarde, voltaram com uma equipe de cientistas japoneses para estudar o caso Arigó.

Instante em que o professor e escritor Toshyia Nakaoka , membro da televisão de Tóquio.
Instante em que o professor e escritor Toshyia Nakaoka , membro da televisão de Tóquio.

O Dr. M. G. Kappemberger, de Lugano-Massagno, na Suíça, diretor de um laboratório internacional, foi operado por Arigó. Deslumbrado com o que presenciara, pediu autorização ao médium para voltar trazendo uma equipe de cientistas. Arigó  submetia-se a todos os testes com as mais diferentes aparelhagens trazidas por eles.

Aqui no Brasil, podemos citar a contribuição do professor Hernani Guimarães Andrade, que estudou e pesquisou o médium e ainda forneceu informações e documentos para os cientistas americanos.

O professor de Filosofia, Laurindo Rauber, ao ser questionado sobre o que achava do fenômeno Arigó, sem hesitar respondeu: “Zé Arigó é um fenômeno que não pode nem deve ser ignorado. A interpretação e a análise de certos diagnósticos do famoso médium oferecem uma fonte inexaurível de pesquisas para os estudiosos da parapsicologia”.

Dentre as várias “mesas redondas” que foram realizadas no canal 4, estiveram presentes, entre outros, três psiquiatras: o Dr. Alberto Lyra, espiritualista, autor do livro Mente e Alma, no qual reuniu estudos de Parapsicologia e Psicologia e contestou a interpretação fisiológica do psiquismo humano; o Dr. Pedro Dantas; e o professor João Bellini Burza, marxista, com longo curso de especialização na Rússia, com intenção de discutir o caso Arigó dentro da apreciação científica. Durante esse debate, o médico José Hortêncio de Medeiros Sobrinho levou ao conhecimento dos psiquiatras um caso de uma cliente sua que fora curada por Arigó somente por meio de um receituário, isso depois de ter sido operada por várias vezes no Hospital Central do Câncer e de ter sido desenganada pela sua equipe.  Todos os psiquiatras se convenceram da paranormalidade de Arigó nesse programa que era assistido por milhões de telespectadores.

Novamente esse assunto foi colocado em pauta por Herculano Pires. Diante disso, foi realizado um debate com o médico Bellini Burza no canal 4. O psiquiatra, que era materialista, tentou de todas as formas explicar o caso Arigó por meio de teorias as quais chamou de “nervismo”, com base nos estudos fisiológicos do pavlovismo, tentando, dessa maneira, afastar a explicação espiritualista do caso, sem sucesso, demonstrando a insuficiência das teses materialistas para explicar a paranormalidade.

Como dizia Richet: “Os fatos continuam a desafiar os sabichões”, e entre esses desafios, estava a mediunidade de José Arigó.

“Os fatos continuam a desafiar os sabichões”

Tudo isso só nos prova o quanto está arraigado o preconceito materialista ao tentar escapar pelas vias fáceis da negação. Para ilustração desse assunto, temos o depoimento de um conceituado médico de Congonhas, Dr. Mauro Godoy, que ao terminar sua declaração, diz:

“Não crêem e não admitem que se possa crer, mas também não explicam o porquê. Os conceitos morais, éticos, sociais e políticos tornam-se hoje em dia cada vez mais elásticos, duvida-se de tudo. Em Congonhas, entretanto, em modesta casa, renovamos a nossa fé esquecida há tempos e revivida há pouco. Centenas de pessoas transformam-se ante a presença de Zé Arigó e comungam da espiritualidade nos rápidos instantes da consulta. Forma-se uma corrente de fé e, ao observador atento, a presença quase material de uma força poderosa, envolvendo aos que ali se encontram. Dirão os céticos que a nova ciência (parapsicologia) explicaria a “radiação”; dirão os animistas que ali estaria a demonstração de concentração de força vital; os incrédulos que seria uma indução de hipnose, magnetismo e outros mais. Eu sinto, ao observar o fenômeno, renascer a minha fé perdida de criança. Descerrando a cortina (moderna) do catecismo e do medo ao ridículo, vislumbro a Eternidade. Tão somente uma questão de fé.”

Reinaldo Comenale, Zé Arigó: a oitava maravilha, p. 39.

No programa “Aurélio Campos”, no canal 4, foi feita mais uma “mesa redonda” que durou cerca de quatro horas. A discussão, em alto nível, contou com a presença de professor Herculano Pires, do Dr. Ary Lex, representante da Associação Paulista de Medicina e também um dos fundadores da Associação Médico-Espírita de São Paulo, do Dr. Alberto Lyra, do Dr. Luiz Monteiro de Barros e do Dr. Belline Burza. A audiência desse programa era enorme. Com base na discussão, Herculano Pires preparou e publicou, nos dias 27 e 29 de julho, e nos dias 2, 3 e 9 de agosto de 1962, no Diário de São Paulo, uma série de reportagens.

O professor Múcio M. Álvares publicou no jornal O Profeta, da cidade de Congonhas, o seguinte texto:

“O escritor e jornalista Jorge Rizzini, um dos mais cultos e íntegros jornalistas do país, viajou para os Estados Unidos a convite de cientistas interessados no caso Arigó. Ficou hospedado na residência do cientista eletrônico John E. Lawrence, chefe do Departamento de Aparelhos Eletrônicos da RCA, destinado a pesquisas espaciais dos Estados Unidos. Na residência deste cientista, em New Jersey, Rizzini fez projeções dos filmes de sua autoria sobre operações do médium. Posteriormente, foi convidado a exibir os filmes para uma reunião de cientistas e professores da Princeton University. Estavam presentes, além de Lawrence, numerosas pessoas dos meios universitários, inclusive professores de teologia da referida Universidade e os mais conhecidos catedráticos Harwood Childs, Otto Piper e Pierce Venhaut.

Em New York, na sede da American Society for Psychic Research, Jorge Rizzini pronunciou uma conferência, com a presença do Dr. Andrija Puharich, médico e cientista operado por Arigó, e Dr. Robert W. Laidlaw, diretor de psiquiatria do Hospital Roosvelt, de Nova Iorque, um dos mais importantes hospitais dos Estados Unidos, e diretor do Laiman’s Rovenente, sociedade dedicada a promover a elevação da ética política e econômica norte-americana e também fez parte do grupo que pesquisou Arigó junto com mais seis cientistas. Rizzini tinha também o filme que fizera da operação do Dr. Puharich e do qual este não tinha cópia. Depois de exibido o filme, o cientista operado pelo médium semi-analfabeto de Congonhas do Campo fez uma explanação a respeito. Houve debates e no final da reunião o Professor Laidlaw firmou o seguinte memorando com a intenção de auxiliar o encaminhamento do caso Arigó e estimular o médium a prosseguir nas suas atividades, que considerou de grande interesse para a medicina. Foram essas as declarações do Dr. Laidlaw:

  1. Quando Arigó está operando, sua expressão facial é suave e de visível ausência, “como se estivesse em transe”, comparada com a sua expressão em outras partes do filme.
  2. É importante notar a sua alta eficiência técnica e os movimentos precisos com a faca inserida entre o globo ocular do paciente e a pálpebra, mesmo quando sua cabeça e olhos estão voltados para outra direção.
  3. Os movimentos dos dedos e da mão operatória, ao usar a faca ou a tesoura, são rápidos e parecem refletir uma suprema confiança.
  4. Entendo que nenhum paciente foi submetido a qualquer preparação pré-operatória, mas observo que todos eles apresentam-se calmos e submetem-se à operação sem mostrar qualquer apreensão. Mais ainda, durante a operação as suas fisionomias não evidenciam nenhum desconforto, ao contrário, permanecem calmos e impassíveis. Não há no filme evidências de tensão muscular em qualquer parte do corpo.
  5. Observo pouquíssima hemorragia.
  6. Nas operações que envolvem os dois lipomas, vê-se que após a remoção do tumor os tecidos de ambos os bordos da incisão foram imediatamente aproximados sem o uso de suturas, observando a ausência de hemorragia.
  7. As operações foram executadas sem qualquer precaução de esterilização, de fato, num ambiente onde se esperaria uma alta incidência de infecções pós-operatórias. Entendo que nenhuma ocorreu.
  8. Em tudo e por tudo, o filme em referência apresenta um quadro da alta habilidade cirúrgica desenvolvida num homem que, segundo entendo, não teve, de forma alguma, educação científica ou médica. A evidência apresentada por este filme desafia qualquer explicação nas bases científicas convencionais.

Eu apresento este memorando para expressar a minha apreciação ao Sr. Arigó pela notável contribuição que está trazendo ao nosso meio e na esperança que possamos fazer novos estudos nos quais estamos extremamente interessados”.


Este foi o capítulo 16 do livro Cirurgias Espirituais de José Arigó, Leida Oliveira. Garanta seu exemplar em nossa loja!

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